Signo e Direito

Consoante entendimento anterior, mesmo que a existência do mundo apresente-se antes da codificação lingüística com que o ser humano o recorta, só é possível conhecer a realidade por meio de signos lingüísticos. Com efeito, a realidade fora da representatividade do signo não pode ser identificada.

Neste sentido, é que se pode afirmar que, desde as suas origens, o Direito, enquanto linguagem e conhecimento, tem sua sede no signo, seja como símbolo contruído no âmbito social, seja como representação desta mesma sociedade. Daí, inclusive, a sua conceituação como ciência do “dever-ser”. Já no primeiro caso, apresenta-se o Direito como símbolo de retidão e equilibrio.

Assim, como exemplo de representatividade do signo “Direito”, em determinado tempo histórico, pode-se citar a palavra “DIKÉ”, que nomeava deusa grega da Justiça, derivada de um vocábulo significando “limites às terras d eum homem”. Neste sentido, a conotação da palavra esta ligada ao próprio, à propriedade, ao que é de cada um. Logo, na sociedade grega antiga o Direito representa o poder de estabelecer o “equlibrio” social com base no princípio “do que é cada um”.

Como a característica básica do signo é a de poder representar ou substituir os objetos (materiais ou imateriais), qual a conotação que o signo “Direito” foi recebendo ao longo dos períodos históricos(?).

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: