A casa dos sonhos

A muito tempo que não escrevo, acredito que perdi a criatividade, não sei mais o que escrever, começo com um poema e termino com um texto e quando vou verificar não serve de muita coisa, pois ali não consta nada do que eu realmente quis dizer, e percebo que tudo tem haver com o momento em que se vive. Quando estamos apaixonados começamos a escrever poesias e coisas bonitas, quando perdemos alguém começamos a escrever coisas mórbidas e escuras, e quando nem sabemos quem somos, ou o que estamos fazendo no mundo… simplesmente não sabemos sobre o que escrever.

Como a minha sede de escrever é maior do que a minha falta de criatividade, resolvi então escrever sobre o que não sei fazer, o que não sei escrever. É como construir uma casa dos sonhos, aonde você alimenta primeiro de esperanças, deseja que tudo esteja no seu lugar, exatamente como você sonhava quando era criança, pensa que pode coloar um tobogan no lugar da escada e pode ter um quarto de jogos, ou pensa que pode ter uma televisão das maiores, o sofá mais macio e você demora anos sonhando em conquistar tudo aquilo, ate que se perde pelo caminho.

 

A estrutura da casa tem que ser bem montada, você pensa na parte estetica e pensa também nos móveis e tudo esta relacionado com a sua personalidade, assim como escrever, assim como pensar, assim como ‘ser ou não ser’. Você é aquilo que você sonha ser, e nem sempre aquilo que você consegue ser.

 

Então começo a perceber que eu sou a casa que queria construir, e com o tempo vemos rachaduras nesta casa, estas rachaduras também representam um pouco de você, talvez do seu sofrimento. As vezes a chuva alaga tudo o que você construiu e você é obrigado a começar tudo outra vez e reconstruir, e terá outras rachaduras e talvez você nem consiga estruturar mais uma vez tudo, mas seus sonhos seguem ali.

 

No final percebo que esta casa sou eu, e sempre temos algo para escrever com ou sem falta de criatividade, pois todos os dias representamos alguma coisa. Mas tem dias tão cheio de rachaduras que achamos que não representamos nada, mas até mesmo as rachaduras precisam ser representadas.

 

No final os nossos desejos, as nossas alegrias, as nossas necessidades e rachaduras é a nossa casa interior, aonde podemos sonhar!

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